na coqueteleira


queen mary
January 31, 2008, 11:51 am
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um dos meus favoritos disse uma vez que “há mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia”. ando tentando encontrar minha cosmoconsciência. por pura curiosidade, mas direi que espero contribuir para a disseminação da ciência e para a aceitação do verso pelo uno.

sempre tive uma certeza em relação à minha profissão. faria ciências exatas. tenho tesão por física, e fico fascinada por quem consegue entendê-la e ainda por cima passar esse conhecimento. mas sou questionadora demais pra aceitar simplesmente. enquanto não conseguia ser útil no meu trabalho - já que aqui eu praticamente não existo(meu ramal não está ligado, minhas senhas não estão liberadas e os programas que eu preciso não estão instalados) – dei de cara com isso: “… A hipótese de que verdadeiramente já seu viveu aquela cena antes é inválida, já que essas ocorrências nunca poderiam recriar a situação com exatidão devido à falta de sentimento associada a cada acontecimento na vida das pessoas. A alusão ao mundo sobrenatural, relacionando ao déjà vu à visões do futuro também é falsa, pois o fenômeno ocorre somente na hora exata que acontece e jamais em situações anteriores, portanto não é possível “prever o futuro” através do déjà vu”. aí minha cabecinha de borboleta mandou que eu começasse a abrir freneticamente várias e várias janelas do google, achando que assim poderia encontrar a explicação para alguns acontecimentos recentes.

uma outra coisa que me deixa fascinada é o relógio cósmico. essa trama perfeita de que nossas ações hoje implicam diretamente no resultado de amanhã. não sei quase nada do assunto, mas rola um lance de ciclos, de que as coisas não resolvidas do passado voltam pra você resolver logo adiante. bom, aí eu pensei: se existe essa ciência que diz que temos uma segunda chance, temos o tempo curvo da relatividade, e não podemos negar que essas sensações de déjà vu existem de fato… bingo! vou correr atrás de curvar o tempo pra viver de novo uma situação e fazer do jeito ‘certo’! tão simples!” ¬¬

descartada então a possibilidade de que sou a escolhida pra sair da matrix, e lembrando que eu mal consigo dobrar as barras da minha calça do mesmo tamanho, decidi que curvar o tempo a meu favor não seria uma opção.  até que eu lembrei daquele filme famoso por tratar dessas voltas no tempo e chegar sempre no mesmo resultado e lembrei do todo-poderoso jim carrey aprendendo que não há ação sem reação. superficialmente, nos dois exemplos o primeiro impulso dos personagens é usar o poder que lhes foi dado em benefício próprio. e depois de muitas tentativas de deixar tudo perfeito, eles perceberam que o bem de um, implica no mal pro outro. e eu não vou entrar no mérito da definição de bem e mal porque isso seria demais. enfim, com experiências diferentes eles finalmente são felizes e blá blá blá.

*plim* e fez-se luz! todas as nossas AÇÕES levam ao mesmo resultado(right, scully?). mas o universo mora numa casca de noz. pensei, pensei, pensei e não consegui nenhuma resposta muito boa pra publicar um livro. mas acho que poderei viver melhor sabendo que os momentos podem sim ser revividos. e psicólogos, cientistas, biólogos, e mulheres que viveram uma grande decepção concordam no ponto que o mundo não é redondo à toa. talvez a lei do universo dê à gente uma segunda chance de ouvir heráclito e não banharmo-nos no mesmo rio duas vezes. acho que o verso encontrou um brecha pra enganar o uno e fazer com que a gente possa mudar a nossa visão sobre o que acontece.

encontrei isso aqui, quando procurei por coincidência no google. e pensar que mesmo assim tem gente que não aprende… tsc. pensarei mais em coincidências a partir de agora.



January 28, 2008, 12:01 pm
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nota ¹: filmes de criança são muito inteligentes.

nota ²: descascar cebola faz a gente chorar.



olha pai! é uma borboleta!
January 28, 2008, 2:06 am
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preciso registrar: eu ganhei um post! todinho pra mim! só meu, meu e meu! fala de mim, pra mim e é de alguém que eu admiro, só pra ser mais feliz =]

pessoas que falam demais não costumam ouvir os outros. é um velho ditado, provavelmente alguém muito sábio disse isso. eu nunca ouço quando devo. e acho que mais do que ouvir os outros, deveríamos ouvir a nós mesmos. “a gente sempre sabe a hora de recuar” (dito por alguém que eu desconheço). deveríamos pensar se estamos agindo de acordo não com valores e conceitos impostos pela maioria. mas se estamos fazendo o que é certo pra nós. se nossas atitudes condizem com o que falamos, com o que respeitamos, e principalmente com o que acreditamos. pensei que Deus tivesse escondido a alma para impedir que nos fosse tirada, mas percebo que prová-la levaria muita gente para o banco dos réus. imagine a quantidade de pessoas que tiveram suas essências roubadas, furtadas, mortas? e quantas delas se tornam instrumentos para o permeio de tal violência? não é a vida que nos dá sinais, mas é a nossa alma que nos pede por um sopro de esperança, implorando que você seja quem você quer, e não quem os outros esperam que você seja. e simplesmente não damos ouvidos à nós mesmos. não nos ouvimos dizendo que queremos um mundo melhor, não nos ouvimos desejando o bem às pessoas queridas. perdemos tempo tentando provar pro mundo que somos capazes de alguma coisa e acabamos esquecendo quem somos. argumentamos nossas atitudes, prometemos que vamos ser. e não percebemos que ser vem antes de falar. só nos damos conta quando é tarde demais. aprendemos de criança a brincar com a vida. mais tarde, aprendemos a comemorar a morte, quando é cometida por nós. e então, já crescidos, uma vida não vale mais nada. não passa de um jogo de videogame. mas não tem reset, nem vida extra.

“até numa luta de boxe é proibido golpes baixos(…) o amor não tolera mimos”

outro dia eu escrevi sobre a vontade de mudar o mundo, e onde essa mudança começa. admito que errei e corrijo: a mudança não começa dando bom dia pro vizinho nem perdoando a preocupação excessiva da sua mãe. a mudança começa de fato, dentro da gente. and i don’t see any change there.

 *** update

“This above all — to thine ownself be true;
And it must follow, as the night the day,
Thou canst not then be false to any man. ” – Polonius, Hamlet



alguém me disse
January 24, 2008, 12:25 am
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“coloque em um pedaço de papel as quatro principais coisas que você deseja da vida”

o autor disse que provavelmente não seria nada material. no meu caso, foi exatamente o que aconteceu. parece que as coisas que mais importam são justamente aquelas que você passa a vida inteira lutando.

daí eu vejo umas e outras e me dá uma raiva canina! sabe, se eu tivesse nascido há 50 anos atrás, certamente teria morrido de tuberculose. já chamaram isso de infantilidade, de imaturidade e de ilusão. mas pra mim só tem um nome: paz. amar demais, sofrer e continuar amando, ser amada de volta e amar mais ainda. provavelmente eu vá engolir cada uma dessas palavras muitas e muitas vezes ainda… mas juro que não queria deixar de pensar assim. eu choro e sofro muito pelas pessoas, e durante muito tempo tirava uma força espartana pra aguentar tudo. porque ninguém nunca dá valor, sabe? mas eu defendo com unha, dente, pele e orgãos internos que existe amor no mundo. não é falta de amor-próprio(ou talvez seja um pouco sim), mas é que eu acho que deve ser muito triste esse tipo de vida vazia que algumas pessoas levam. quanto mais eu me fodo, mais eu percebo que nada no mundo substitui o prazer que é ver quem a gente ama sorrir. sentir o cheiro da pele quando chega em casa, olhar os olhos fitando o programa preferido na televisão. os fiozinhos do cabelo molhados secando no vento… como é que se fica bravo com alguém assim?

hoje me dei conta de que não preencho o vazio de ninguém.  não me deram os lápis coloridos pra eu sair colorindo um mundo qualquer por aí. até aí tudo bem. mas o que me deixa PUTA é ver alguém entregando uma caixa de faber-castel aquarelável 36 cores pra outra pessoa e essa pessoa pintando tudo de cinza, enquanto eu me desdobro apontando uns toquinhos que sobraram da última vez. se vai fazer no meu lugar, faça ao menos melhor do que eu. e devo admitir que nesse quesito, é uma coisa bem difícil. mas meu espírito voltairiano permite que eu lhe defenda, mesmo não concordando com nada que fazes.

“mas sem ter nunca amor igual ao que eu te dei”



auto-combustão
January 23, 2008, 12:41 am
Filed under: livre associação

Ler um livro de física é muito mais fácil do que viver. Quando a gente vive, a ciência fica muito mais complexa.
O bater de asas de uma borboleta mudando a vida de alguém sabe-se lá aonde, o buraco negro simboliando a morte de uma estrela. Mas será que é só isso mesmo? Que uma estrela morre e se forma o nada? Pode alguma coisa tão fascinante simplesmente sumir? São explosões de plasma com pressão e até aí tudo bem. E força gravitacional que gerou tudo isso? E o que une tanta matéria a ponto de ela explodir? Uma centelha de vida, ou seria de morte?

Buscamos a centelha buscando na verdade a nós mesmos. Tentando encontrar onde foi que a vida convergiu pra esse ponto. Onde foi que fomos atraídos por essa força, juntar tanta matéria a ponto de tudo explodir. Às vezes a gente faz um esforço danado pra separar esse plasma, evitar a combustão, que nem nos damos conta de que somos só buraco negro.



January 18, 2008, 1:31 am
Filed under: brainstorm

“…que coincidência é o amor, a nossa música nunca mais tocou…”. por isso inventaram o telefone, a internet e os malditos encontros casuais.

sabe aquela brincadeira de dizer pra alguém não pensar em cadeira, porque aí é a primeira coisa que vem à cabeça? já ouviu falar da mensagem subliminar que tem nas cores do mc donalds ou da disney sexualizando criançinhas inocentes? há! ronaldo e water são fichinha perto de uns anônimos que andam por aí. sabe, existem diversas formas de controlar o pensamento de alguém. e os espíritos-de-porco escolhem a a pior delas sempre. com a proliferação das faculdades de publicidade, eles ainda não aprenderam a fazer isso pelo menos ganhando dinheiro?!?

chamam isso de orgulho. a tal manutenção dos sentimentos dá aquele up na auto-estima. mas o preço é alto demais, por isso tiraram “mal do mundo” dos significados dessa palavra. o homem já foi à lua, abraça ávores e cria ongs a favor dos bichos. mas ainda é incapaz de tratar com respeito as pessoas à sua volta. ninguém cospe na comida que a mãe prepara… ninguém risca um carro que acabou de comprar. mas as pessoas pisam em sentimentos como se fossem algum inseto fugido da cadeia alimentar. você não precisa comer, se o prato do dia é buchada. e seu salário proletário ainda não te permitiu comprar um carro esporte. mas ah… quem disse que o perfeito é bom? e que a gente sabe o que é bom?

 stephen hawking disse que o ser humano é a única raça que vai se auto-destruir. parece que ele se referiu às guerras, ao desmatamento e à desigualdade. mas sempre tem aqueles, nascidos com o gene apocalíptico, pra quem a morte do corpo não é o bastante. e acham por bem levar nossa saúde física e mental. nossa alma.



não vou me adaptar
January 14, 2008, 1:02 pm
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ou “sendo influenciada pela porquinha”

Freegans são pessoas que adotam estratégias alternativas para viver baseados em uma participação limitada na economia e consomem o mínimo possível de produtos. Os freegans apóiam a comunidade, a generosidade, o interesse social, a liberdade, e a ajuda mútua, ao contrário da atual sociedade baseada em materialismo, apatia moral, competição, conformismo e cobiça.”

 ok. vamos nos organizar agora. algum tempo atrás, alguém disse que comer carne contribui para esse mercado que mata animais arbitrariamente, sem pensar que são seres vivos e que os deixam em condições mínimas de sobrevivência e bah. toda essa coisa aí que a gente já sabe. daí que todo mundo que tinha um cachorro ou que gostava de ouvir os pássaros cantarem decidiu fazer a sua parte e tirar do cardápio os pobres animais. um tempo depois, veio mais alguém e disse que não era o suficiente. disse que o mel, o leite, e todos os derivados, também contribuiam para o fim do mundo e tal. daí agora, surgiu um outro alguém que disse que comer planta e soja não é nada perto do que você pode fazer. vamos comer RESTOS! que grande idéia! brilhante! vamos aproveitar o lixo deixado pelos capitalistas, pelos ratos do consumo, pelos alienados, americanizados, boicote à esse sistema imundo!

tenho minha opinião sobre comer carne, sobre os malefícios dos derivados e pá. mas o que me intriga é que essas são atitudes de pessoas que nunca precisaram de fato comer lixo. todas essas reações, surgem da chamata burguesia, e pra mim, só tem um nome: falta do que fazer. eu não acho que devemos pensar só no próprio umbigo, e pensar no próprio bem-estar. e é por isso que espero (e cobro) uma explicação plausível do que significam cada um desses movimentos. uma vez um homem muito sábio me disse que “os jovens são fracos”. e cara, me orgulho de ter vivido na geração que brincava nas ruas, que pulava corda, soltava pião, assistia fofão e o bozo. que via a felicidade nas pequenas coisas. mas o mundo mudou e não foi só pras gerações mais novas. foi pra gente também. e ninguém se deu conta que cara-pintada não resolve mais nada. que brigar com a polícia, que deixar de ir ao mac donalds… tudo isso é fachada. e não passa de um pensamento egoísta, assim como todos os outros tão criticados. entre todos esses grupos, existem pessoas que sabem mesmo como melhorar o mundo. li no freegan.info sobre pessoas que transformam lixões em parques e plantam hortas comunitárias. pra esses, eu tiro meu chapéu, aplaudo de pé. mas daí pra comer restos e adaptar um carro pra utilizar óleo de cozinha de restaurantes, tem um diferença significativa. também tenho minhas próprias idéias sobre a coerência dessas teorias. mas não vou expressá-la por agora. agora, vou dizer que a gente muda o mundo dando bom dia pro vizinho, pro gari e pro padeiro. a gente muda o mundo, abrindo mão de 5 minutos no banho, desligando a tv e o som quando vamos dormir e lavando o carro com um balde ao invés da mangueira. a gente muda o mundo, reconhecendo nós mesmos em qualquer pessoa na rua, não traindo, sorrindo, não magoando as pessoas à nossa volta. é pensando em como a sua profissão pode ajudar outras pessoas. é escolhendo bem nossos candidatos, inclusive os deputados. é deixando de achar que os nossos problemas são os maiores do mundo, deixando de nos vingar das nossas frustrações em qualquer outra pessoa. é reconhecendo que as escolhas foram nossas. “o mundo está ao contrário e ninguém reparou”.



lágrimas e açúcar
January 9, 2008, 12:37 am
Filed under: livre associação

dizem que a terceira guerra mundial vai acabar com a raça humana. essa coisa de armas químicas e tal. mas cara, acho mesmo que já tá rolando essa tal guerra ae e ninguém se deu conta ainda. tipassim que estamos sendo assados pelo aquecimento global? o sol já é uma arma, e nem foi os estates nem a rússia que inventaram. é isso ae, tudo se transforma! no meu caso, isso acontece literalmente. duas horas de exposição ao sol matam mesmo. e é nessas horas que eu duvido da afro-descendência de todos os brasileiros. daí que durante minha desidratação e delírios, tive a companhia de alguém nem um pouco indicado pra essas situações. mas tirando a parte de querer substituir meu soro por oxigênio, acho que vou estar viva por algum tempo. e entre várias conversas sem sentido, lembrei que quando era pequena, adorava soro porque tinha gosto de lágrimas. mal sabia eu que esse gosto ia ser bem desagradável quando as dores não fossem mais externas…

conclusão? essa coisa de estrela é bonita e tal. faça o pedido, observe o céu quando não tem nuvens no verão… mas se chegar muito perto, elas queimam. depois não diga que eu não avisei ;)



todas as coisas
January 3, 2008, 2:49 pm
Filed under: o que fala por mim

“Time passes in moments… moments which, rushing past, define the path of a life, just as surely as they lead towards its end. How rarely do we stop to examine that path, to see the reasons why all things happen, to consider whether the path we take in life is our own making, or simply one into which we drift with eyes closed. But what if we could stop, pause to take stock of each precious moment before it passes? Might we then see the endless forks in the road that have shaped a life? And, seeing those choices, choose another path?”

sim, eu cheguei na 7ª temporada.



mulder, what’s next?
January 1, 2008, 11:20 pm
Filed under: brainstorm

será que existe algum jeito certo pra se viver? eu quero dizer… hoje me alertaram sobre não fazer planos para o futuro. e não que isso tenha me preocupado – foi assustador, vindo de quem veio – , mas eu fico me perguntando no que deveria acreditar. livros de auto-ajuda, o dalai lama, os power points e os provérbios chineses, sempre dizem a mesma coisa, de formas diferentes: que não devemos pensar no amanhã. que o futuro é hoje e que é nele que devemos depositar nossa fé. mas aí, se você ama como se não houvesse amanhã, trabalha como se fosse salvar o mundo e tal… isso já não é planejar? planejar não fazer planos pra que as coisas deêm certo? planejar viver o presente pra que você não sofra, ou que as coisas não se acabem?

talvez seja tudo uma questão de escolha mesmo. mas eu não sei de que lado deveria estar. porque sempre fiz a escolha errada. planejar quando não deveria, deixar pra lá quando não podia. e aí eu penso que deveria escolher um caminho e seguir pelo contrário, mas aí eu já estaria fazendo uma escolha e se ela fosse a errada? “caminhante, não há caminhos. se faz caminhos ao andar”.