Filed under: liberdade
hoje olhando umas fotos eu me peguei pensando de uma forma muito esquisita. minha terapeta me disse que eu falo de tristezas sorrindo. e todo mundo sabe que eu tento ao máximo controlar meus sentimentos ruins. e aí eu percebi que nas fotos em que saio melhor são justamente aquelas em que eu estava mais triste. daí eu coloquei “felicidade” na wikipédia e encontrei uma pesquisa: “… aponta que 75,5% dos brasileiros entrevistados se consideravam felizes”. e eu olhei a minha foto, li o resultado dessa pesquisa. olhei minha foto de novo e me perguntei se eu estava tão feliz quanto acho que eu era naquela época.
de lá pra cá as coisas mudaram, e muito, mas eu fico pensando se não sou mais feliz agora. hoje também respondi um tópico do orkut que queria saber o que era preciso pra escrever poesia. respondi que era preciso sofrer. sofrer de tanto amar, de tando doer, de tanto pensar, de tanto viver, de tanto sentir. e não no sentido de dor mas de existir mesmo. eu, por exemplo, sempre sofri de amor. amor que não cabe dentro da gente. e é por isso que às vezes eu penso que naquela época, embora quisesse ficar lá pra sempre, eu não podia sofrer de amor. por isso que agora eu sofro com o amor.
“a carne contra a carne produz perfume. mas o contato com as palavras apenas engendra sofrimento e divisão.”
e depois de añais nin, eu decreto: não quero mais me encontrar com as palavras.
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