na coqueteleira


tolices
June 23, 2008, 4:13 pm
Filed under: keep walking, liberdade, livre associação

alguma vez eu já ouvi que a gente pode até medir a altura do tombo, mas a dor da queda é incalculável. é certo que por mais que a gente saiba onde tá pisando, não dá pra saber quando vai cair. seria errado escolher viver até que se caia? esquecer as conseqüências é uma escolha tão ruim assim? ou seria tudo uma questão de referencial? de expectativas? não pensar no quão doloroso pode ser um tapa faz qualquer toque parecer uma pancada. mas esse tapa certamente foi precedido do beijo mais intenso…

eu sempre achei que nada é muito pouco. espero sempre alguma coisa, menos que o mínimo. deveria me achar um monstro por isso? eu já dediquei meus poemas favoritos, ofereci minhas músicas mais bonitas, fiz meus carinhos mais calorosos, dei meus beijos mais apaixonados, compartilhei meus sorrisos e meus momentos mais felizes… e minha dor mais sofrida.

 

 

 

…Dessa vez, doeu demais.

 

 



can you go another round?
June 23, 2008, 4:12 pm
Filed under: brainstorm

 

esses dias comecei a arrumar minhas coisas e encontrei o cd da minha banda querida daqui de brasília. conheci essa banda num show da zélia duncan, num projeto bem legal que tinha por aqui. já fazem doze anos que ouvi pela primeira vez, aí coloquei o cd pra tocar  e: “a vida tá te dando a chance de fazer o que você sente… a vida tá de brincadeira, e pergunta se você quer brincar”.

12 anos se passaram desde que eu ouvi plástika pela primeira vez. e sabe, eu não creio nas bruxas… pero que las hai, las hai. talvez seja essa coisa de energia, talvez não tenha mais espaço embaixo do tapete ou talvez seja só eu querendo arrumar explicação pra tudo isso. é que me custa acreditar que eu tô atraindo isso tudo pra mim mesma. disse essa semana na terapia: “é como se a vida se encarregasse de arrumar as coisas que eu sempre adiei”

e não se trata de acreditar no destino e na nossa impotência diante dele. mas de exigir uma postura, uma decisão, mesmo que tardia. mostrando que tudo na vida tem conserto. e plástika me surgiu como que pra me alertar pra opção de participar de tudo. e quantas vezes eu, ou todos nós, ignoramos que o lado em branco do dado deixa aberta qualquer possibilidade?