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esse mês madonna e michael jackson completam 50 anos. os místicos diriam que é normal, sendo leoninos típicos. mas me fez pensar sobre a retrospectiva desse ano. na metade do ano a gente já tem tanta coisa pra contar…
mortes inesperadas como a de heath ledger, e esperadas, como a de dercy. algumas com grande repercussão, como as da menina isabella, e outras silenciosas como a de athos bulcão. e aí fui pesquisar sobre isso. um ano de inícios, recomeços, dizia o google. e de decisões, principalmente. e já que segundo essas pessoas meu ano novo só começa em outubro e segundo eu mesma, o “novo” começa quando a gente quiser, por quê não fazer meu balanço do ano agora?
achei engraçado que os astrólogos chamaram 2008 de um ano uno, já que era assim que Einstein denominava a autoconsciência. não gosto muito da idéia de associar a razão à esses pensamentos. mas a verdade é que muitas coisas me fascinam, e eu fico procurando sempre onde é que elas se juntam. sim, porque é claro que elas se fundem em algum momento, já que saímos todos do mesmo buraco (assustador, admito) e estamos quase todos no mesmo lugar no espaço. e aí fico vendo o encontro dessas duas realidades, aparentemente tão distintas, e vejo um beco sem saída: pela ciência, pelo esoterismo… it’s time to move!
fiquei pensando no que fiz desde o primeiro de janeiro. entrei em pânico ao ver que muita coisa continua igual. exceto meu corte de cabelo e a chegada ao quinto semestre, continuo sendo… estrela morta. vestindo a mesma camisola que vestia ano passado, ainda penso nas mesmas pessoas, e peso os mesmos quilos. lembrando de músicas que gostava e ouvia antes, percebi que algumas coisas nunca mudam. não porque estamos conformados, ou porque não prestamos atenção. mas simplesmente porque pertencem à nós. esse ano dá início novamente à sensações que eu tentei pôr um fim. mas que não vão sair daqui, porque são minhas, simples assim. o que morre é a culpa que sinto de ser assim, a saudade dos meus pensamentos, da paz de espírito.