na coqueteleira


time
September 6, 2008, 1:48 pm
Filed under: livre associação

já tem algum tempo que algumas discussões vêm me chamando a atenção. a minha profissão ainda enfrenta vários problemas de aceitação, preconceito, e por aí vai… isso tudo porque ainda não se encontrou no mercado, não sabe se impor, e o pior: os profissionais também não colaboram. é um tal de cada um por si que me dá vontade de chorar. aí é que nem a rapadura. vem um metido a besta do outro lado do mundo, toma ela de você e faz o que bem entende.

um tiro no pé, eu diria. às vezes duvido das minhas escolhas por isso. porque sou dependente demais pra aceitar certas coisas. tá aí o efeito estufa que não me deixa mentir. nós mesmos somos feitos de células, e quando uma delas resolve agir sozinha e fazer o que bem entende, os médicos chamam de câncer. e aí faz todo sentido o negócio de que se você faz alguma coisa pra alguém aquilo volta pra você. tolice achar que não. se todos somos parte de uma coisa só, fazer o mal pra alguém é fazer mal pra uma parte de você. ou o bem. só você não se dá conta de que precisa de mim. tsc.

o que eu levaria pra uma ilha deserta? certamente outra pessoa…



macabéa instinct
September 3, 2008, 11:17 am
Filed under: keep walking | Tags: , ,

 

assisti a um filme bobo essa semana. tinha cólica, dor de cabeça, muito cansaço e nenhum dinheiro. das salas de espera, ele dizia.

 

esperava perder alguns quilos para ir à praia, e que meu cabelo crescesse para que eu deixasse solto. esperei o final de semana pra fazer as unhas e pra poder andar de salto, e as aulas acabarem pra poder ler um bom livro. espero me formar pra fazer um curso legal, espero terminar o nível intermediário do grego pra ir à grécia. espero que seu dia seja bom, que você tenha muitos anos de vida, espero que você tenha sucesso daqui em diante, que você vá bem na prova, que deus te ouça, que alguém em ajude, que o ano que vem seja melhor, que você fique cada vez mais jovem, bonito, que esteja tudo bem… espero que dê tudo certo e espero que não seja nada.

 

porque ninguém te diz aonde leva aquela sala de espera. você não sabia o que encontraria, e não é isso que assusta. assusta pensar no que você vê enquanto espera. as pessoas envelhecendo ali paradas, com os mesmos sentimentos e expressões e idéias de anos atrás. e assusta ir aos poucos se tornando uma delas. a dor (e o amor), não pede permissão pra se instalar em você, e te consome. vê onde encontraria um ambiente agradável pra ficar e fica ali. você não tem tempo de pensar se quer ou não aquilo, e ambos só querem alguém que deixe que eles fiquem ali, se alimentando de toda sua energia. esperar é uma zona de conforto, a gente se vê optando por problemas velhos pelo medo de não saber lidar com novos. de tempos em tempos levantamos daqui e vamos dar uma volta, tomar um café, olhar umas vitrines. mas a gente sempre volta. e pergunta: “já chegou a minha hora?”.