na coqueteleira


chains of misery
December 24, 2008, 1:30 pm
Filed under: Uncategorized

eu ia entrar aqui e escrever sobre a minha impotência diante das inúmeras mudanças acorridas nesse ano. ou de como acho incrível como as pessoas magicamente esquecem toda a dificuldade que vários brasileiros vêm enfrentando com as chuvas, só pra dependurar papais noéis felizes em suas portas.  ou de como meu ano de 2008 está terminando e-xa-ta-men-te como 2007 e da sprevisões para um ano 2.

mas o iron vem ao brasil em poucos meses. iron vem à brasília!

 

“he’s seen what love is. he wants to pay you back with guilt”


via láctea
December 17, 2008, 12:25 pm
Filed under: brainstorm, livre associação, o que fala por mim

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“quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. mas não me diga isso, hoje a tristeza não é passageira”. posso passar a vida inteira sem saber o que é sentir fome de verdade, ou não ter para onde ir, ou sem ter uma doença que me faça implorar por dias mais longos. e no final das contas, o que faz a nossa vida valer a pena ou não?

talvez sejamos como equações. alguns são daquelas cheias de variáveis, muitas potências. outros são apenas lineares, com algumas constantes e fáceis de satisfazer. e a gente passa a vida procurando o que é que influencia mais no fim das contas. o mesmo renato da primeira frase disse que digam o que disserem, o mal do século é solidão.  o que me leva de volta às equações, e à função de cada um. a do renato russo talvez fosse maximizar os questionamentos, a de um doente terminal talvez seja minimizar o egoísmo, a de um miserável, apenas encontrar uma variável que chamaram de esperança. a de algumas pessoas é minimizar as dores do mundo, anular o mal do século. mas não solucionar sua equação implica na impossibilidade do outro se encontrar, e a maioria das pessoas esquece disso na maioria das vezes. vai ver é por isso que deram à isso tudo o nome de sistema. e vai ver, a gente nem depende tanto assim de outras equações. mas fica lá esperando elas se resolverem pra descobrir isso.

 

“mas eu aqui, largada num canto desse apartamento, eu choro mais, eu choro menos, tanto faz, você, você não vem mesmo. mas eu aqui, eu aqui morrendo,  desaparecendo como uma foto de Polaroid… eu morro mais ou morro menos tanto fez, você não veio mesmo.”