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eu ia entrar aqui e escrever sobre a minha impotência diante das inúmeras mudanças acorridas nesse ano. ou de como acho incrível como as pessoas magicamente esquecem toda a dificuldade que vários brasileiros vêm enfrentando com as chuvas, só pra dependurar papais noéis felizes em suas portas. ou de como meu ano de 2008 está terminando e-xa-ta-men-te como 2007 e da sprevisões para um ano 2.
mas o iron vem ao brasil em poucos meses. iron vem à brasília!
“he’s seen what love is. he wants to pay you back with guilt”

“quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. mas não me diga isso, hoje a tristeza não é passageira”. posso passar a vida inteira sem saber o que é sentir fome de verdade, ou não ter para onde ir, ou sem ter uma doença que me faça implorar por dias mais longos. e no final das contas, o que faz a nossa vida valer a pena ou não?
talvez sejamos como equações. alguns são daquelas cheias de variáveis, muitas potências. outros são apenas lineares, com algumas constantes e fáceis de satisfazer. e a gente passa a vida procurando o que é que influencia mais no fim das contas. o mesmo renato da primeira frase disse que digam o que disserem, o mal do século é solidão. o que me leva de volta às equações, e à função de cada um. a do renato russo talvez fosse maximizar os questionamentos, a de um doente terminal talvez seja minimizar o egoísmo, a de um miserável, apenas encontrar uma variável que chamaram de esperança. a de algumas pessoas é minimizar as dores do mundo, anular o mal do século. mas não solucionar sua equação implica na impossibilidade do outro se encontrar, e a maioria das pessoas esquece disso na maioria das vezes. vai ver é por isso que deram à isso tudo o nome de sistema. e vai ver, a gente nem depende tanto assim de outras equações. mas fica lá esperando elas se resolverem pra descobrir isso.