na coqueteleira


hey motherfucker!
January 20, 2009, 2:38 pm
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você não come carne de bicho, mas acha uper diver jogar água nos pedestres quando chove. você se veste de palhacinho para alegrar criancinhas com câncer nos finais de semana, mas espera ganhar um ipod no bolão pela morte de amy winehouse. você se acha no direito de cobrar qualquer coisa dos políticos, mas não hesita em deixar uma bituca de cigarro no meio da rua.  você participa de grupos para falar de direitos humanos, mas sente que não é desse país e só ouve banda estrangeira.  você acha um absurdo a quantidade de mendigos nas ruas, e protesta quebrando e pichando prédios públicos. você vai em passeatas contra o aborto, mas acha bacana ficar com umas menininhas só pra comer. você critica a veja, a istoé e acha que a globo é manipuladora. mas maltrata garçons e segura a bolsa quando passa perto de um engraxate. você canta legião urbana e os velhos titãs e usa camiseta do che. mas você não entende nada do que eles querem dizer, porque você não abre mão de ir pra balada de carro, falsifica uma carteirinha estudantil e se acha descolado dizendo tem consciência social. você pratica responsabilidade social fazendo coleta seletiva e acha que o de cima sobe e o debaixo desce é a única coisa que faz sentido nas músicas de axé, mas acha o máximo ir pra argentina e não pagar metrô. é contra a pena de morte porque é a favor da vida, mas não segura o riso quando ouve que os estados unidos tão se lascando cada dia mais. é você, que contribui com empresas do tipo bunge e monsanto, mas se acha intelectual porque lê nietzsche e foucault.

você mesmo, que vive para alimentar sua vaidade destruindo os outros e que passa seus 70 anos tentando se sobressair em um monte de coisas que não vai adiantar de nada pra te livrar de uma morte dolorosa.

 

é de você que eu tenho nojo. então se assuma como um merda e faça um favor pra humanidade: lave sua boca com pólvora.



resposta ao tempo
January 16, 2009, 9:40 am
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o que é preciso para lembrar de alguém?

 

… mas fico sem jeito, calado, ele ri. ele zomba do quanto eu chorei. porque sabe passar e eu não sei (…) e gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos, que amores terminam no escuro. sozinhos. respondo que ele aprisiona, eu liberto. que ele adormece as paixões, eu desperto. e o tempo se rói com inveja de mim, me vigia querendo aprender como eu morro de amor pra tentar reviver…



i quit.
January 3, 2009, 10:26 pm
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uma amiga das mais inteligentes e bacanas que tenho, disse uma das coisas mais inteligentes e bacanas que li para 2009. e não me restou nada mais a dizer, então reproduzo:

“sempre tem aquela lista de promessas para o próximo ano, cheia de coisas que queremos concretizar. e, quase sempre, não cumprimos nem o primeiro item. por isso, decidi fazer diferente. farei uma lista das coisas que quero desistir em 2009, quem sabe assim eu não consiga cumprir todos os itens. (…) portanto, desisto.”




is it getting better, or do you feel the same?
January 1, 2009, 6:58 pm
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o ano novo não depende de nós. os últimos dígitos na folha de cheque mudam sem que ninguém possa fazer nada a respeito, embora as dívidas não fiquem presas no ano passado. mas os últimos dígitos da folha de cheque aprisionam à nós mesmos nas lembranças, porque não dizemos dias passados, ou meses passados. só passa quando é o ano todo.  e independe se você é rico, pobre, bonito, feio, bom, ruim. ele passa e a gente pensa que tudo há de ser melhor. porque tem uma nova chance de ter  melhor tempo de nossas vidas, que mereça ser chamado de presente.

e não entende que cada segundo é uma oportunidade de ser dar um presente.

“para ganhar um ano novo que mereça esse nome, você, meu caro, tem de merecê-lo. tem de fazê-lo novo. eu sei que não é fácil.  É DENTRO DE VOCÊ QUE O ANO NOVO COCHILA E ESPERA DESDE SEMPRE.” – drummond