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dizem que eu falo muito. na verdade eu também acho que falo demais, mas normalmente tento me convencer de que isso é uma boa coisa e as pessoas vão sentir falta quando eu morrer. mas é aí que eu não me conformo: por que é preciso morrer pra que as pessoas vejam algo bom? foi preciso que alguns pintores morressem pra que seus quadros fossem apreciados, foi preciso matar algumas culturas pra perceber o quanto elas eram importantes, até o michael jackson teve que morrer pra oprah perceber (?) o quão sensacionalista ela é. eu tenho pena da humanidade que só valoriza o que não tem mais. lucky michael. e não que eu esteja me comparando aos maias ou ao rei do pop, mas é que não me conformo que é preciso matar um amor pra que ele passe a ser importante.
e hoje eu pensei no porquê de uma pedra grande simplesmente afundar quando a gente joga ela num rio, mas quando é uma folhinha, ela fica agitando toda aquela água por um bom tempo.
There’s no infection… Just people killing people… he’s insane! – Sergeant Farrell, 28 days later.
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a vida me deixa muito confusa: não sei se devemos amar as pessoas como se não houvesse amanhã, ou se vivo a minha vida sabendo que sim, existe um novo dia e as pessoas vão continuar sem darem a mínima pro amor recebido ontem.
não sei ser sozinha. nunca soube. e sabia que alguma hora isso ia me fazer falta. ruim é perceber que claro, a gente precisa conviver com a solidão exatamente nas horas mais difíceis da vida.
Plans are pointless. Staying alive is as good as it gets. – Selena, 28 days laterFiled under: Uncategorized

é que hoje eu fiquei triste e quis ir dormir cedo, tipo 20h. mas meus vizinhos acharam que era um bom momento pra discutir a lei do silêncio – gritando – e depois de acordar setenta vezes eu levantei de vez e lembrei que hoje é só o primeiro dia do meu inferno astral que começou duas semanas atrás e resolvi pensar um pouco mais. pensei mais sobre a morte do que sobre a vida, sobre minha mono que não consigo escrever, sobre o dinheiro que não tenho, sobre o carro da vizinha e sobre nós.
o problema é que eu sempre penso na gente e a gente não existe, sabe? é tudo fruto da imaginação doentia. me senti patética hoje, como me senti ridícula ontem. e ser ridícula deixou de ser um poema bonito de álvaro de campos há umas, sei lá, 8.754 lágrimas atrás. agora é só ridículo, digno de pena.
No, no. No, see, this is a really shit idea. You know why? Because it’s really obviously a shit idea. - Jim, 28 days later.