na coqueteleira


via láctea
December 17, 2008, 12:25 pm
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“quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. mas não me diga isso, hoje a tristeza não é passageira”. posso passar a vida inteira sem saber o que é sentir fome de verdade, ou não ter para onde ir, ou sem ter uma doença que me faça implorar por dias mais longos. e no final das contas, o que faz a nossa vida valer a pena ou não?

talvez sejamos como equações. alguns são daquelas cheias de variáveis, muitas potências. outros são apenas lineares, com algumas constantes e fáceis de satisfazer. e a gente passa a vida procurando o que é que influencia mais no fim das contas. o mesmo renato da primeira frase disse que digam o que disserem, o mal do século é solidão.  o que me leva de volta às equações, e à função de cada um. a do renato russo talvez fosse maximizar os questionamentos, a de um doente terminal talvez seja minimizar o egoísmo, a de um miserável, apenas encontrar uma variável que chamaram de esperança. a de algumas pessoas é minimizar as dores do mundo, anular o mal do século. mas não solucionar sua equação implica na impossibilidade do outro se encontrar, e a maioria das pessoas esquece disso na maioria das vezes. vai ver é por isso que deram à isso tudo o nome de sistema. e vai ver, a gente nem depende tanto assim de outras equações. mas fica lá esperando elas se resolverem pra descobrir isso.

 

“mas eu aqui, largada num canto desse apartamento, eu choro mais, eu choro menos, tanto faz, você, você não vem mesmo. mas eu aqui, eu aqui morrendo,  desaparecendo como uma foto de Polaroid… eu morro mais ou morro menos tanto fez, você não veio mesmo.”


e fez-se luz
November 3, 2008, 1:58 pm
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ou “quebra nozes – o espetáculo”

e esse lhc, hein?

Deus fez o homem à sua imagem e semelhança e o homem se limita a achar que são as características físicas que nos definem creaturas divinas. ou então resolvem explodir tudo pra reviver o início. mente pequena a desses humanos, huh? é capaz de construir um buraco negro (for what?) mas é incapaz de preservar a si mesmo. ah, nossa vã filosofia… entender o início de tudo pra saber como termina. termina com alguém com mãos fechadas e uma dinamite acesa dentro delas [/armaggedon]. ou um buraco negro no centro da terra. vai saber.

é mais fácil destruir. tem esse acelerador de partículas aí, tem a dolly e a nostálgica area 51 – i want to believe. e eu só penso em como não tem cura pra angústica, pra tristeza, pra decepção. e onde foi que se perderam os cientistas do dia-a-dia, aqueles pra quem quanto mais se estudava mais se acreditava na existência de uma lei universal. aqueles que procuravam respostas pro nosso renascimento de todos os dias, esse sim me interessa muito. não nego ser interessante a possibilidade de ver “a mão de deus e o início de tudo”. só que as frustrações a gente aguenta sozinho, deixa pra depois. será que o mundo foi feito pra ser decifrado, ou só aproveitado? descoberto, ou sentido? quando a mente humana se rebela contra o próprio dono, quem é capaz de curar?

olho pra cima, e penso “o céu é o limite”. mas acho estanho pensar no céu. é só um monte de nada com poeira, pedras e explosões. o céu é só um monte disso aqui que tá em volta da gente, então por que a gente precisa olhar lá pra cima pra se encantar com as estrelas?



eros x psique
October 15, 2008, 11:13 am
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dia desses no ônibus, voltava pra casa pensando nas mesmas coisas de sempre, me perguntando, me lamentando, me cansando das respostas e querendo morrer. tentava encontrar uma justificativa racional pra tudo isso, achando que assim, seria mais fácil me livrar de uma vez. tipassim, causa e consequência.

na primeira parada que me chamou a atenção, um casal de velhinhos na porta do hospital subiu no ônibus e antes que falassem qualquer coisa o motorista disse: “tem que pagar antes. não aceito carteirinha de idoso”. o senhor, ajudava a esposa a subir devagar cada degrau, e aí eles desceram, sem dizer uma palavra e saíram juntos de mão dada, enquanto o motorista tinha apenas pressa de sair dali. e pensei então no cuidado daquele casal, em como deviam se amar, pra naquela idade, se acompanharem ao médico, provavelmente enfrentando uma longa viagem, de mãos dadas. “isso é amor”, tive certeza. eu sempre vejo os cobradores sonolentos e os motoristas cansados às 18h. e todos eles têm uma aliança dourada na mão esquerda. imagino que a vida deva ser mais fácil se tem um colo te esperando quando você chega em casa depois de um dia daqueles. e então uma senhora, também mais velhinha,  fez sinal e com muita dificuldade carregou uma mala (que eu posso jurar: caberia ela mesma lá dentro), ajeitou lá dentro de forma que não caísse. ao mesmo tempo que ela fazia isso o motorista levantava e tirava a mala dela, e ela dizia: “eu preciso ir pra 207!” e ele falava: “eu não passo lá não, esse aqui não vai pra lá não”. a velhinha, quase chorando dizia que sua filha tinha dado aquele número, que ela deveria pegar o 22 pra chegar na 207. e foi deixada lá, sem uma palavra a mais.

porque ele não avisou que ali naquela mesma parada, passa um outro ônibus, que desce na porta do lugar onde ela queria? alguém tem um coração sobrando pra dar pra esse moço, por favor?! me inclinei pra ver se ele tinha o ouro em um dos dedos e vi que sim. repensei minha reflexão anterior. acho que amor não é o colo te esperando depois de um dia cansativo, proque ele o tinha, mas certamente não sabia o que era amor. amor não deixaria ele tratar essas duas pessoas daquela forma. o amor se reconheceria no outro, e ele não reconheceu uma mãe ao encontro da filha, nem um casal querendo o descanso depois da consulta médica.

e então repensei novamente, dessa vez os meus conceitos. de onde vem o amor? ele nasce culturalmente, depois que nos leêm contos de fadas, ou poemas de drummond? nasce nos abraços dos pais, na reconciliação diária com os irmãos? é genético, ou associado ao caráter? freud explicaria o amor? e com isso, como saber que o que eu sinto é amor? google é deus, procurei:

amor s.m.,
inclinação da alma e do coração.

inclinação fig.,
propensão; vocação; disposição.

tem que ter vocação pro amor. concluí que amar é predisposição. e então um outro pensamento tomou conta de mim: porque demônios eu não tive predisposição pras drogas? ou vocação pra ser cantora-bailarina-atriz? life’s unfair, chorei.



the good times, baby
August 4, 2008, 12:09 am
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esse mês madonna e michael jackson completam 50 anos. os místicos diriam que é normal, sendo leoninos típicos. mas me fez pensar sobre a retrospectiva desse ano. na metade do ano a gente já tem tanta coisa pra contar…

mortes inesperadas como a de heath ledger, e esperadas, como a de dercy. algumas com grande repercussão, como as da menina isabella, e outras silenciosas como a de athos bulcão. e aí fui pesquisar sobre isso. um ano de inícios, recomeços, dizia o google. e de decisões, principalmente. e já que segundo essas pessoas meu ano novo só começa em outubro e segundo eu mesma, o “novo” começa quando a gente quiser, por quê não fazer meu balanço do ano agora?

achei engraçado que os astrólogos chamaram 2008 de um ano uno, já que era assim que Einstein denominava a autoconsciência. não gosto muito da idéia de associar a razão à esses pensamentos. mas a verdade é que muitas coisas me fascinam, e eu fico procurando sempre onde é que elas se juntam. sim, porque é claro que elas se fundem em algum momento, já que saímos todos do mesmo buraco (assustador, admito) e estamos quase todos no mesmo lugar no espaço. e aí fico vendo o encontro dessas duas realidades, aparentemente tão distintas, e vejo um beco sem saída: pela ciência, pelo esoterismo…  it’s time to move!

fiquei pensando no que fiz desde o primeiro de janeiro. entrei em pânico ao ver que muita coisa continua igual. exceto meu corte de cabelo e a chegada ao quinto semestre, continuo sendo… estrela morta. vestindo a mesma camisola que vestia ano passado, ainda penso nas mesmas pessoas, e peso os mesmos quilos. lembrando de músicas que gostava e ouvia antes, percebi que algumas coisas nunca mudam. não porque estamos conformados, ou porque não prestamos atenção. mas simplesmente porque pertencem à nós. esse ano dá início novamente à sensações que eu tentei pôr um fim. mas que não vão sair daqui, porque são minhas, simples assim. o que morre é a culpa que sinto de ser assim, a saudade dos meus pensamentos, da paz de espírito.

“when you’re young, your whole life is about the persuit of fun. then, you grow up and learn to be cautious. you could break a bone… or a heart. you look before you leap and sometimes you don’t leap at all because there’s not always someone there to catch you. and in life, there’s no safety net. when did it stop being fun and start being scary?” – carrie bradshaw


can you go another round?
June 23, 2008, 4:12 pm
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esses dias comecei a arrumar minhas coisas e encontrei o cd da minha banda querida daqui de brasília. conheci essa banda num show da zélia duncan, num projeto bem legal que tinha por aqui. já fazem doze anos que ouvi pela primeira vez, aí coloquei o cd pra tocar  e: “a vida tá te dando a chance de fazer o que você sente… a vida tá de brincadeira, e pergunta se você quer brincar”.

12 anos se passaram desde que eu ouvi plástika pela primeira vez. e sabe, eu não creio nas bruxas… pero que las hai, las hai. talvez seja essa coisa de energia, talvez não tenha mais espaço embaixo do tapete ou talvez seja só eu querendo arrumar explicação pra tudo isso. é que me custa acreditar que eu tô atraindo isso tudo pra mim mesma. disse essa semana na terapia: “é como se a vida se encarregasse de arrumar as coisas que eu sempre adiei”

e não se trata de acreditar no destino e na nossa impotência diante dele. mas de exigir uma postura, uma decisão, mesmo que tardia. mostrando que tudo na vida tem conserto. e plástika me surgiu como que pra me alertar pra opção de participar de tudo. e quantas vezes eu, ou todos nós, ignoramos que o lado em branco do dado deixa aberta qualquer possibilidade?



1681 dias
May 15, 2008, 3:58 pm
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eu olho as pessoas planejando o futuro, e os governadores reformando estádios pra copa do mundo e o jk com seu bracinho pra cima vestido com a camisa da seleção brasileira. alguém avisa pra galere que não chegaremos lá?

maias, nostradamus, astrônomos, os ficheiros secretos e o mago merlin. todos unidos para alertar sobre o apocalipse de 2012. esse raro alinhamento da terra com o sol e com o centro da via láctea é no mínimo curioso. a gente tá lá, chegando no meio de tudo, prestes a voar pelo espaço e eu tô preocupada com o fato de ter prova e não estar entendo muita coisa do que deveria. daí eu vi um moço analisando essa bagunça toda e falando que o mundo acaba a todo segundo. a gente fica aí…um tempão planejando as coisas e esquece de viver. “a vida é o que acontece enquanto você tá aí parado esperando”, ou qualquer coisa que o valha, dizem. ontem eu me vi esperando. e vi que a gente tá sempre esperando. espera entrar numa faculdade pra fazer o que gosta. espera se formar pra ganhar dinheiro. espera ter dinheiro pra fazer o que quiser da vida. quando isso acontece, você criou raízes de tal forma naquela posição que aí espera pelo fim de semana, pelas férias, pela aposentadoria, pela morte. ok, fique aí na sua poltroninha de contentamento. acho que pensamos demais no fim. para que alguma coisa morra, ela primeiro tem que nascer. e não devemos pensar que todo segundo é uma morte, mas um nascimento. de uma oportunidade, de uma idéia… o que morreu já não tem mais volta. e digo mais: “a mudança é aquilo que acontece enquanto a gente fica em casa reclamando de rotina”. malditos seres humanos e sua mania de só acreditar vendo. e achar que vê tudo. deus criou o homem à sua imagem e semelhança. e o homem achou que todas as coisas que não fossem a sua imagem e semelhança não existem. tsc.

enquanto escrevo, tem um reloginho contando os segundos pro mundo explodir. acho que seria um espetáculo e tanto pra se assistir assim, nos anéis de urano. rodando e cantando e assistindo um show de luzes e pirotecnia. eu diria num camarote na lua, que é o fino da via láctea, mas pode respingar alguma coisinha e bah! estragar meu vestido de gala com poeira cósmica e ainda correr o risco de pegar uma doença por radiação solar? nem pensar, urano now. e ainda rola de usar uma pashmina chiquérrima naquele friozinho.

 

infelizmente eu não acredito que o mundo vá de fato, se auto-destruir. e os homens… já que não há calibre que mude uma idéia, eles decidiram ter péssimas idéias. legal, espertão!

Mas e o homem? O homem pode falhar, ser preso, morto e esquecido. Mas 400 anos depois uma idéia ainda pode mudar o mundo. Ou não.

 



mais mentiroso que epitáfio de cemitério
February 28, 2008, 12:48 pm
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tive um dia irônico. diz a lenda que os mexicanos que se sentem abandonados pelo seu governo e pela sua igreja viram devotos da santa muerte. essa santa tem a forma de uma caveira e leva uma foice, mas é coberta por um manto branco, vermelho ou roxo e – dizem os fiéis – opera milagres. a diferença dos outros santos, é que santa muerte não faz nada de graça. ela volta e cobra o que você pediu. obviamente que a tradição é mundialmente condenada. hipócritas.

isso porque na vida, nada é de graça. tudo que sobe, desce. quem ousa dizer que não? não vejo problema de o mesmo acontecer com uma entidade religiosa. conheço uma dúzia de reles mortais que não fazem nada por ninguém, mas mesmo assim cobram alguma coisa de volta. e esses, só mesmo um ser das trevas pra dar um jeito.

tive um dia irônico, com contradições suficientes pra escrever um livro. uma morte, uma festa. um fim, um começo. a distância que gera uma proximidade fisicamente impossível. cheguei à conclusão então de que amor demais castiga. quando você ama demais, é condenado a sofrer uma decepção memorável com a pessoa a quem se dedicou. é a lei da vida: tudo que vai volta em sentido oposto e igual intensidade. e é difícil não acreditar num Deus nessas horas. porque a justiça mundana não pode julgar um coração sem caráter. sem amor. de quem é a culpa, se você simplesmente não sabe o que ele significa? o mais interessante é que quem ama conhece, sente. mas quem é amado não sabe disso, e insiste na mentira.



queen mary
January 31, 2008, 11:51 am
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um dos meus favoritos disse uma vez que “há mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia”. ando tentando encontrar minha cosmoconsciência. por pura curiosidade, mas direi que espero contribuir para a disseminação da ciência e para a aceitação do verso pelo uno.

sempre tive uma certeza em relação à minha profissão. faria ciências exatas. tenho tesão por física, e fico fascinada por quem consegue entendê-la e ainda por cima passar esse conhecimento. mas sou questionadora demais pra aceitar simplesmente. enquanto não conseguia ser útil no meu trabalho - já que aqui eu praticamente não existo(meu ramal não está ligado, minhas senhas não estão liberadas e os programas que eu preciso não estão instalados) – dei de cara com isso: “… A hipótese de que verdadeiramente já seu viveu aquela cena antes é inválida, já que essas ocorrências nunca poderiam recriar a situação com exatidão devido à falta de sentimento associada a cada acontecimento na vida das pessoas. A alusão ao mundo sobrenatural, relacionando ao déjà vu à visões do futuro também é falsa, pois o fenômeno ocorre somente na hora exata que acontece e jamais em situações anteriores, portanto não é possível “prever o futuro” através do déjà vu”. aí minha cabecinha de borboleta mandou que eu começasse a abrir freneticamente várias e várias janelas do google, achando que assim poderia encontrar a explicação para alguns acontecimentos recentes.

uma outra coisa que me deixa fascinada é o relógio cósmico. essa trama perfeita de que nossas ações hoje implicam diretamente no resultado de amanhã. não sei quase nada do assunto, mas rola um lance de ciclos, de que as coisas não resolvidas do passado voltam pra você resolver logo adiante. bom, aí eu pensei: se existe essa ciência que diz que temos uma segunda chance, temos o tempo curvo da relatividade, e não podemos negar que essas sensações de déjà vu existem de fato… bingo! vou correr atrás de curvar o tempo pra viver de novo uma situação e fazer do jeito ‘certo’! tão simples!” ¬¬

descartada então a possibilidade de que sou a escolhida pra sair da matrix, e lembrando que eu mal consigo dobrar as barras da minha calça do mesmo tamanho, decidi que curvar o tempo a meu favor não seria uma opção.  até que eu lembrei daquele filme famoso por tratar dessas voltas no tempo e chegar sempre no mesmo resultado e lembrei do todo-poderoso jim carrey aprendendo que não há ação sem reação. superficialmente, nos dois exemplos o primeiro impulso dos personagens é usar o poder que lhes foi dado em benefício próprio. e depois de muitas tentativas de deixar tudo perfeito, eles perceberam que o bem de um, implica no mal pro outro. e eu não vou entrar no mérito da definição de bem e mal porque isso seria demais. enfim, com experiências diferentes eles finalmente são felizes e blá blá blá.

*plim* e fez-se luz! todas as nossas AÇÕES levam ao mesmo resultado(right, scully?). mas o universo mora numa casca de noz. pensei, pensei, pensei e não consegui nenhuma resposta muito boa pra publicar um livro. mas acho que poderei viver melhor sabendo que os momentos podem sim ser revividos. e psicólogos, cientistas, biólogos, e mulheres que viveram uma grande decepção concordam no ponto que o mundo não é redondo à toa. talvez a lei do universo dê à gente uma segunda chance de ouvir heráclito e não banharmo-nos no mesmo rio duas vezes. acho que o verso encontrou um brecha pra enganar o uno e fazer com que a gente possa mudar a nossa visão sobre o que acontece.

encontrei isso aqui, quando procurei por coincidência no google. e pensar que mesmo assim tem gente que não aprende… tsc. pensarei mais em coincidências a partir de agora.



January 28, 2008, 12:01 pm
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nota ¹: filmes de criança são muito inteligentes.

nota ²: descascar cebola faz a gente chorar.



January 18, 2008, 1:31 am
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“…que coincidência é o amor, a nossa música nunca mais tocou…”. por isso inventaram o telefone, a internet e os malditos encontros casuais.

sabe aquela brincadeira de dizer pra alguém não pensar em cadeira, porque aí é a primeira coisa que vem à cabeça? já ouviu falar da mensagem subliminar que tem nas cores do mc donalds ou da disney sexualizando criançinhas inocentes? há! ronaldo e water são fichinha perto de uns anônimos que andam por aí. sabe, existem diversas formas de controlar o pensamento de alguém. e os espíritos-de-porco escolhem a a pior delas sempre. com a proliferação das faculdades de publicidade, eles ainda não aprenderam a fazer isso pelo menos ganhando dinheiro?!?

chamam isso de orgulho. a tal manutenção dos sentimentos dá aquele up na auto-estima. mas o preço é alto demais, por isso tiraram “mal do mundo” dos significados dessa palavra. o homem já foi à lua, abraça ávores e cria ongs a favor dos bichos. mas ainda é incapaz de tratar com respeito as pessoas à sua volta. ninguém cospe na comida que a mãe prepara… ninguém risca um carro que acabou de comprar. mas as pessoas pisam em sentimentos como se fossem algum inseto fugido da cadeia alimentar. você não precisa comer, se o prato do dia é buchada. e seu salário proletário ainda não te permitiu comprar um carro esporte. mas ah… quem disse que o perfeito é bom? e que a gente sabe o que é bom?

 stephen hawking disse que o ser humano é a única raça que vai se auto-destruir. parece que ele se referiu às guerras, ao desmatamento e à desigualdade. mas sempre tem aqueles, nascidos com o gene apocalíptico, pra quem a morte do corpo não é o bastante. e acham por bem levar nossa saúde física e mental. nossa alma.