na coqueteleira


tolices
June 23, 2008, 4:13 pm
Filed under: keep walking, liberdade, livre associação

alguma vez eu já ouvi que a gente pode até medir a altura do tombo, mas a dor da queda é incalculável. é certo que por mais que a gente saiba onde tá pisando, não dá pra saber quando vai cair. seria errado escolher viver até que se caia? esquecer as conseqüências é uma escolha tão ruim assim? ou seria tudo uma questão de referencial? de expectativas? não pensar no quão doloroso pode ser um tapa faz qualquer toque parecer uma pancada. mas esse tapa certamente foi precedido do beijo mais intenso…

eu sempre achei que nada é muito pouco. espero sempre alguma coisa, menos que o mínimo. deveria me achar um monstro por isso? eu já dediquei meus poemas favoritos, ofereci minhas músicas mais bonitas, fiz meus carinhos mais calorosos, dei meus beijos mais apaixonados, compartilhei meus sorrisos e meus momentos mais felizes… e minha dor mais sofrida.

 

 

 

…Dessa vez, doeu demais.

 

 



the things, you say
April 8, 2008, 4:12 pm
Filed under: liberdade | Tags: , ,

you’re unbelievable! dizem os místicos que a gente atrai aquilo que pensamos sobre nós mesmos. se pensarmos que somos alguma coisa, provavelmente todo mundo vai agir como se realmente fôssemos. digo eu que a questão é o foco, o valor que damos às coisas. coisas ruins, por exemplo, costumam ocupar nossos pensamentos muito mais do que as boas.

mas sempre tem aqueles que nascem regidos pelo senhor das trevas, produzidos pelo coisa-ruim, ou simplesmente: com o cão no coro. e claro que existem também os filhos do divino, nascidos sob a benção da santíssima trindade, e comumente chamados de babacas. às vezes, por algum motivo obscuro(que ainda estou tentando descobrir), eles se encontram… e é aí que, como diria minha vó, “a merda vira boné” – seja lá o que isso significa. os primeiros não cansam de bater. e os últimos adoram apanhar. os primeiros fingem que nada aconteceu. os últimos choram até desidratar. os primeiros, eles têm o sexto sentido pra saber exatamente onde pegar… pros últimos não esquecerem quem são. e é aí que não rola foco, porque é tudo tão cuidadosamente calculado que não sobra um espaço pra recuperação.

 

 

os opostos se atraem, mas os extremos fazem um estrago fenomenal! e por que seria diferente?
cancro mole já. cretinos.



a gota de orvalho
February 5, 2008, 12:57 am
Filed under: liberdade

hoje olhando umas fotos eu me peguei pensando de uma forma muito esquisita. minha terapeta me disse que eu falo de tristezas sorrindo. e todo mundo sabe que eu tento ao máximo controlar meus sentimentos ruins. e aí eu percebi que nas fotos em que saio melhor são justamente aquelas em que eu estava mais triste. daí eu coloquei “felicidade” na wikipédia e encontrei uma pesquisa: “… aponta que 75,5% dos brasileiros entrevistados se consideravam felizes”. e eu olhei a minha foto, li o resultado dessa pesquisa. olhei minha foto de novo e me perguntei se eu estava tão feliz quanto acho que eu era naquela época.

de lá pra cá as coisas mudaram, e muito, mas eu fico pensando se não sou mais feliz agora. hoje também respondi um tópico do orkut que queria saber o que era preciso pra escrever poesia. respondi que era preciso sofrer. sofrer de tanto amar, de tando doer, de tanto pensar, de tanto viver, de tanto sentir. e não no sentido de dor mas de existir mesmo. eu, por exemplo, sempre sofri de amor. amor que não cabe dentro da gente. e é por isso que às vezes eu penso que naquela época, embora quisesse ficar lá pra sempre, eu não podia sofrer de amor. por isso que agora eu sofro com o amor.

“a carne contra a carne produz perfume. mas o contato com as palavras apenas engendra sofrimento e divisão.”

e depois de añais nin, eu decreto: não quero mais me encontrar com as palavras.



olha pai! é uma borboleta!
January 28, 2008, 2:06 am
Filed under: liberdade

preciso registrar: eu ganhei um post! todinho pra mim! só meu, meu e meu! fala de mim, pra mim e é de alguém que eu admiro, só pra ser mais feliz =]

pessoas que falam demais não costumam ouvir os outros. é um velho ditado, provavelmente alguém muito sábio disse isso. eu nunca ouço quando devo. e acho que mais do que ouvir os outros, deveríamos ouvir a nós mesmos. “a gente sempre sabe a hora de recuar” (dito por alguém que eu desconheço). deveríamos pensar se estamos agindo de acordo não com valores e conceitos impostos pela maioria. mas se estamos fazendo o que é certo pra nós. se nossas atitudes condizem com o que falamos, com o que respeitamos, e principalmente com o que acreditamos. pensei que Deus tivesse escondido a alma para impedir que nos fosse tirada, mas percebo que prová-la levaria muita gente para o banco dos réus. imagine a quantidade de pessoas que tiveram suas essências roubadas, furtadas, mortas? e quantas delas se tornam instrumentos para o permeio de tal violência? não é a vida que nos dá sinais, mas é a nossa alma que nos pede por um sopro de esperança, implorando que você seja quem você quer, e não quem os outros esperam que você seja. e simplesmente não damos ouvidos à nós mesmos. não nos ouvimos dizendo que queremos um mundo melhor, não nos ouvimos desejando o bem às pessoas queridas. perdemos tempo tentando provar pro mundo que somos capazes de alguma coisa e acabamos esquecendo quem somos. argumentamos nossas atitudes, prometemos que vamos ser. e não percebemos que ser vem antes de falar. só nos damos conta quando é tarde demais. aprendemos de criança a brincar com a vida. mais tarde, aprendemos a comemorar a morte, quando é cometida por nós. e então, já crescidos, uma vida não vale mais nada. não passa de um jogo de videogame. mas não tem reset, nem vida extra.

“até numa luta de boxe é proibido golpes baixos(…) o amor não tolera mimos”

outro dia eu escrevi sobre a vontade de mudar o mundo, e onde essa mudança começa. admito que errei e corrijo: a mudança não começa dando bom dia pro vizinho nem perdoando a preocupação excessiva da sua mãe. a mudança começa de fato, dentro da gente. and i don’t see any change there.

 *** update

“This above all — to thine ownself be true;
And it must follow, as the night the day,
Thou canst not then be false to any man. ” – Polonius, Hamlet