na coqueteleira


via láctea
December 17, 2008, 12:25 pm
Filed under: brainstorm, livre associação, o que fala por mim

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“quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. mas não me diga isso, hoje a tristeza não é passageira”. posso passar a vida inteira sem saber o que é sentir fome de verdade, ou não ter para onde ir, ou sem ter uma doença que me faça implorar por dias mais longos. e no final das contas, o que faz a nossa vida valer a pena ou não?

talvez sejamos como equações. alguns são daquelas cheias de variáveis, muitas potências. outros são apenas lineares, com algumas constantes e fáceis de satisfazer. e a gente passa a vida procurando o que é que influencia mais no fim das contas. o mesmo renato da primeira frase disse que digam o que disserem, o mal do século é solidão.  o que me leva de volta às equações, e à função de cada um. a do renato russo talvez fosse maximizar os questionamentos, a de um doente terminal talvez seja minimizar o egoísmo, a de um miserável, apenas encontrar uma variável que chamaram de esperança. a de algumas pessoas é minimizar as dores do mundo, anular o mal do século. mas não solucionar sua equação implica na impossibilidade do outro se encontrar, e a maioria das pessoas esquece disso na maioria das vezes. vai ver é por isso que deram à isso tudo o nome de sistema. e vai ver, a gente nem depende tanto assim de outras equações. mas fica lá esperando elas se resolverem pra descobrir isso.

 

“mas eu aqui, largada num canto desse apartamento, eu choro mais, eu choro menos, tanto faz, você, você não vem mesmo. mas eu aqui, eu aqui morrendo,  desaparecendo como uma foto de Polaroid… eu morro mais ou morro menos tanto fez, você não veio mesmo.”


jesus christ
February 27, 2008, 12:10 am
Filed under: o que fala por mim

“So what did You do those three days you were dead? Cause this problem’s gonna last more than the weekend”



ninguém gosta de ir na frente
February 18, 2008, 7:04 pm
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hoje li um texto que diziam ser do arnaldo jabor e mesmo não acreditando que ele sequer saiba da existência do mesmo, vou dizer que era dele pra facilitar, até porque não é o nome do autor que me fez pensar. era um texto que começava com uma citação de renato russo, dizendo que o mal do século é a solidão. terminava com “…o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: ‘vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida’.”

pensei sobre os sentimentos e emoções que negamos ao longo da vida. esses que vão crescendo ou aparecendo e a gente nem se dá conta de que estão ali. alguns são decorrentes da longa olhada pro abismo, outros são os que nós preferimos desprezar. e o que mais me assusta de todos eles é o medo. e eu não falo do medo do homem do saco. esse é fácil arrumar. difícil mesmo é levantar depois de cair. levantar de verdade, pronto pra outra. é que muita gente já me disse que aprendizado é cair num buraco, sair e tomar cuidado pra não cair de novo. mas eu acho que a gente aprende mesmo é quando sabe que não importa a profundidade desse buraco, a gente vai sair dele. e não deixa de olhar as flores do caminho pra olhar onde pisa. resolver os problemas, não evitá-los.

descobri então a biofobia, que é o medo da vida. é o que causa a competição entre os seres vivos, a hostilização da vida – do outro – e o que faz o homem matar tudo que viva: uma samambaia, um cachorro, ou seu próprio irmão(que no meu caso, é quase tudo a mesma coisa). mas biofobia seria, portanto, o medo das formas de vida, como se representassem uma ameaça. esse lance de ver um mosquito e por mais q ele esteja na dele, sem incomodar, você vai lá e mete-lhe a jornalzada nas fuças. isso se aplica várias vezes não só a seres de espécies diferentes, ressalto. mas e o medo de viver a própria vida, o que é? fazer as escolhas mais fáceis não é prova de coragem, eu sempre digo…



palavras esdrúxulas, com sentimentos esdrúxulos
February 5, 2008, 1:58 am
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“Um dia, eu disse que me arrependia de tudo. Hoje, eu tenho certeza que me arrependo de muitas coisas mesmo. De não ter te abraçado mais, de não ter dormido mais do seu lado, de não ter pedido pra você me contar todos os dias a piada do colírio pro menininho cego. Porque talvez eu tenha deixado de lembrar um ou dois dias durante o tempo em que te tive perto, e por isso me arrependo. (…) Mas são as vezes em que eu lembrei que me dão o pouquinho de força que eu preciso pra não desistir de ser feliz de novo. Você salva vidas. Os seus olhos, lindos quando você acorda. Os cílios ficam grudadinhos e os olhos bem escuros, e dá vontade de beijar. E o seu sorriso, que derrete qualquer tensão. Ambos eu espero que estejam sempre em boas mãos, porque eles devem ser cuidados e apreciados cada nanosegundo. Se soubessem como seu abraço pode curar qualquer mal… “

… naturalmente ridículas. 

só pra não se perder com o resto.



todas as coisas
January 3, 2008, 2:49 pm
Filed under: o que fala por mim

“Time passes in moments… moments which, rushing past, define the path of a life, just as surely as they lead towards its end. How rarely do we stop to examine that path, to see the reasons why all things happen, to consider whether the path we take in life is our own making, or simply one into which we drift with eyes closed. But what if we could stop, pause to take stock of each precious moment before it passes? Might we then see the endless forks in the road that have shaped a life? And, seeing those choices, choose another path?”

sim, eu cheguei na 7ª temporada.